segunda-feira, 11 de março de 2013

Eu perdi, você ganhou

Deixei de sentir prazer.

Não, não estou sofrendo de nenhuma disfunção sexual, nesse campo tá tudo certo, obrigado. Mas não consigo mais me animar pra nada. Perdi a vontade, perdi a paixão e a ambição.

Todo o prazer que sentia fazendo o que gosto deixou de existir.

Escrever, tocar músicas, falar com os amigos, comer, dormir. Nada disso me satisfaz, tudo parece chato e sem sentido.

Tudo é uma merda. Até as pessoas perderam a graça.e eu me tornei um pé no saco de todos à minha volta.

Porém eu continuo escrevendo, atropelando letras, vomitando palavras. Isso porque algumas coisas tem de sair para, quem sabe, outras preencherem o vazio.

Tanto faz agora que que perdi a coisa mais importante que eu tinha: a vontade de fazer alguma coisa grande.

Talvez, no final, eu esteja crescendo e me tornando mais um cínico egoísta que culpa o mundo pelos próprios fracassos. Sei quando parar, mas ainda não desisti.

Eu perdi, você ganhou, mas o jogo ainda não acabou.

sábado, 9 de março de 2013

Ink

I'll be in the dog-ear-folding of every page you turn. No matter how close to the end i'll be there just to remind you of what you've done. Can you sleep at night? Cuz you shouldn't at all

I'm constantly regretting mistakes. They were never mine. Try and feed the fear and the anger on the inside.
Breaking promises and memories you didn't deserve to hold.


I won't defuse the traps you've made.
So come on step over each one of them. 
Cuz' i'm tired of being the runner-up in my own lonely race.

Rewind, re-write the story
No sound, no hope no glory
I'm over with ink i can hardly think
Happiness goes as far as your lies do.


I'll be the one to tell you why it all went wrong. I lie to myself everyday: i'm okay, it's just fine i'm way better off alone. I can't get over then i'll get mad at you

Fill the gaps you left with anger and fear. Let me tell you once: i'm so fucking good at doing all this. I left a trail but don't you dare to follow it

Now it's all different. But everything stays the same
Forget the ink i'll use my blood to write it all again. Cuz' i'm tired of looking at the mirror staring at my face

Give me
a solid peace
Leave me
and let me free
Kill me

I won't resist
Real
You'll never be


For all that times i said i was done
For all the times i sang this alone
For all the times that i did you wrong
For all the times i swear that won't come
back

A evolução das espécies.




A arte da sobrevivência.
Todos os seres animados ou inanimados, até mesmo de vida teórica, prevalecem até que seja derrubado. Prevalecem por meio de adaptar-se e adaptar o que está em volta. Quanto mais força e imortalidade este ser procura, mais poder ele terá de conquistar para moldar toda a realidade e todo o habitat a sua volta. Todo ser que prevalece tem a defesa superpoderosa. Defender-se da força opositora é uma forma de encarar e driblar sua própria morte através de várias artimanhas. 
Tudo é manipulado, desde a planta dorme-dorme que apenas finge-se de morta para o inseto não comê-la e então sobreviver, até as rêmoras que grudam nos tubarões para sugar os parasitas e conseguir proteção.
Se a arte de manipulação de um pequeno animal já causa significância em um bioma inteiro, imagine a arte que o Sistema mantem para manipular a mente de toda a população, sendo ele por todos os tipos de controles, principalmente os detalhes  sutis dos controles em que só os que questionam prestam atenção, que exibe claramente toda a coincidência dos pensamentos soberanos atuais.
Outro exemplo de prevalência é o Sistema que o Mundo segue, ele se defende de todas as formas e por todos os lados para sobreviver. Se defender por meio de todas as leis criadas para o Não Fazer, da repressão militar acima disso e cuidando para que nada saia do rebanho;
Cuida para que informações ou movimentos contrários não se espalhe, tendo a ajuda da mídia para transformar qualquer ideia em piada ou errônea;
 Manipula os órgãos científicos com aprovações ou desaprovações, sendo escondidas curas médicas alternativas e informações para a população, que seriam capazes de mudar o seu curso, mudando assim o que está ganhando com tudo isso;
Se defende através das limitações demográficas, ou muros que aprovam se você é conveniente para discernir a ideia em outros cantos do Planeta, para uma melhor organização de controle;
O Sistema coloca ênfase em separar os diferentes pontos de vista do Mundo, riscando assim, uma linha tênue que separa Uma Realidade de todas as outras existentes, como se ele fosse a única verdade e meio para se viver, fazendo toda forma de arte ou variação de história ser rotulada como Fantasiosa, Teoria da conspiração, excluindo culturas antigas, etc., O que faz a massa distraída não questionar sobre suas verdades;
 Defende-se pelo próprio medo causado em suas lutas pela prevalência.
Toda forma de sistema, quando reconhece alguma ameaça ou representação de oposição, usa de suas defesas para destruir tais ameaças e continuar prevalecendo, até que alguma artimanha mais inteligente o derrote.

E é por esses detalhes de defesa do sistema atual, que o homo sapiens conquista seu lugar no topo da cadeia alimentar e das ordens governantes de toda a Terra.

Basta ascender-se, transcender-se, subir no topo de uma Montanha e olhar com a visão elevada sobre o Todo para ver como o mundo gira e os animais circulam.
Basta sair da linha que verás os padrões e as delimitações, e sentirás a presença da repressão e opressão acima dos seres vivos. Enquanto caminhar dentro da linha, alimentando-se do que tem, tudo continuará certo. Saiba sair de sua ciência limitada para questionar e ter uma visão ampla, por meio da observação, sobre como a natureza está funcionando

quarta-feira, 6 de março de 2013

É isso aí.


E depois de tanto ir e vir, correndo tão rápido até que os pés flutuem sobre o chão; Ou andando tão calmamente pelo vácuo até que a calmaria de uma caminhada sem sentido esteja acima dos cascalhos mais ardentes; Ou tropeçando em troncos de madeiras tão antigas quanto a história da Terra... nós não chegaremos a lugar algum, apenas colecionamos sabedorias.
Pode fugir o quanto quiseres e para onde desejas ir. Pode ir para debaixo do Sol mais realista do Oeste; Pode perder-se no meio da neblina que cobre a região mais fria; Pode escalar a colina mais alta e descer as crateras mais profundas da Terra. Mesmo que você cave bem fundo ou entre um túnel subterrâneo que o leva para o outro lado do Mundo, não irás chegar a lugar algum.
Não há um lar, não há uma estrada definitiva que leve para os céus e nem para qualquer lugar onde haja a paz eterna, pois ela não está em lugar nenhum, e nem mesmo dentro do coração de um monge.
O único Lar possível de se encontrar é quando se consegue enxergar que a única forma de conforto é saber que não se deve esperar por nada que possa vir. É aí que você realiza estar sozinho, e não há quem ajude a encontrar-te dentro de seus labirintos incognoscíveis, a não ser você mesmo e agora, e se disser que há alguém melhor do que tu para conhecer-te a ti mesmo, então és algum tipo de robô que foi totalmente construído pelas mãos de outra pessoa.
Não existirá saída lá na frente, não existirá esperanças ou uma estrada que o levará para um lugar melhor. Não existirá um futuro se não conseguires encarar o presente e saber que tudo o que és é isso aí mesmo, e o que você tem é exatamente isso o que você consegue enxergar.
Se enxergas-te como um nada, melhor, assim estarás vazio de todas aquelas coisas que preenchem os lapsos de memórias continuas que já se foram, que não servem mais.
Se enxergas-te como um tudo, e dá graças ao que está em volta, bom também, pois está preenchido com sentimentos que coexistem com o exterior.
Diante de todos os caminhos houve marés de emoções que se despejaram nas areias e voltaram para o seu devido lugar com o tempo, carregando tudo o que havia lá. Houveram das mais horrendas impressões as mais incríveis sensações e até as intermináveis angústias. Todas elas necessárias para fazer de nós quem exatamente somos. E se invocarmos um Tsunami para levar com ele todas essas experiências, ele levará, mas não pense que irá desaparecer... não. Essas experiências continuarão nos cantos impenetráveis de algum lugar dormente do nosso subconsciente, até esperar que algum castelo de areia seja construído por nós, para que passamos por tudo isso novamente.
E a importância que se releva é enxergar, não com os olhos, mas com alguma visão interior que nos faça ver além do nosso próprio nariz de desejos futuros incertos, e que não precisamos de mais nada além do que temos agora.
Ontem não existe mais. O amanhã é incerto e é perca de tempo esperar por ele.
Não se pode sentir duas vezes a mesma coisa, principalmente quando nunca se sentiu de verdade. Talvez sua vida seja baseado em mentiras de tentar sentir verdades que não são suas, apenas para admirar as pérolas que todos mentem passar a vida para admirar. Sendo assim sua única verdade é irreal, e assim a criação se torna perdida.
A inconstancia só pára quando se depara com a criação. Lembrando que criar não significa copiar.
O poder de criar algo novo é o que faz esquecermos quem fomos e quem queremos ser. É o que faz de nós animais, talvez humanos... apenas vagando pela Terra até parar definitivamente, e não restar mais nada, nem consciência ou inconsciencia, e nem a própria vida que conhecemos.
E isso é tudo.

terça-feira, 5 de março de 2013

Rust

Oh! This night seems to last forever
I'd rather leave and just let
Nikki makes her way down my throat
To suffocate my regrets
She can cremate my memories
I'm breathing pitch black smoke
I'll try to keep me away
from what i don't want to know.

Comfortable illusion
Can i have some?
Between soft fantasies and harder realities
Which one will you choose to trust?

I can't believe
Is this all we are supposed to be?
I did smoke my faith and dig a shallow grave to bury all my convictions
But nothing could stop them to come underground and follow me at home
Can we recall the times when we laugh about all the things that scared us the most?
I'd build a time machine but you know that i couldn't stop the rust.

Can you find yourself?
in the shelter you've built
to keep you from
Delusion, confusion and no conclusion
have you found yourself?
The world turned its back to you
You turned your back to the world
and no longer know what you should know
What you should know (from ashes to ashes)
Whoa! Whoa! (from nothing to nothing)

I can't believe
Is this all we are supposed to be?
I did smoke my faith and dig a shallow grave to bury all my convictions
But nothing could stop them to come underground and follow me at home
Can we recall the times when we laugh about all the things that scared us the most?
I'd build a time machine but you know that i couldn't stop the rust.

I'll burn it all into ashes
you drove my way into madness

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Ninguém se importa

A vida segue Vitor.

O mundo lá fora segue seu curso natural. As pessoas vivem suas vidas e ninguém, ninguém se importa se você não consegue superar seus problemas.

A verdade é que se você desaparecesse, ninguém sequer notaria.

Viva com isso.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Não quero acordar.

Esse sonho começou em um aeroporto.

Na verdade, mesmo antes de desembarcar no saguão, mesmo antes de entrar na aeronave, mesmo antes de comprar as passagens com o dinheiro que não tinha já existia a ideia pré-concebida. Um rascunho, caricatura utópica do que poderia ser grandioso um dia. Noites sem dormir, álcool e cicatrizes causadas por mim mesmo no quarto escuro amando alguém que nem sequer estava lá. Era impossível se contentar com isso.

Quando eu desembarquei no saguão, notei que estava no meio de mais uma metrópole caótica fazendo o que faz de melhor nas manhãs de quarta-feira: enlouquecer as pessoas. Recorri ao banheiro, santuário dos desesperados. Se a pia de mármore era meu altar, eu perguntava a um deus qualquer no reflexo do espelho:

- "O que diabos vim fazer aqui?"

Sozinho no aeroporto de uma grande cidade que não conhecia, a metáfora ideal para descrever a alma desencarnada de um pobre rapaz que ainda não sabe que morreu. Mas eu estava mais vivo do que nunca. Sabia bem quem havia feito o maior covarde de todos os tempos ter coragem de enfrentar seu medo de altura.

Ela me esperava  na frente do portão. Tudo fez sentido. Tudo valia a pena. Pela primeira vez nos últimos 1200 dias eu respirava de verdade.  O céu é mais azul do que nunca. A melhor professora de física de todas, me ensinou melhor que Einstein que o tempo é relativo: fizemos o tempo parar sentados no banco entre os anônimos buscando seus destinos, cada um da sua maneira. Eu acabava de encontrar o meu.

Uma semana no paraíso, mais 4 no purgatório. Resolvi que era hora de juntar minhas coisas e fugir pro céu. Ficou claro que o paraíso não era alcançado por mérito: se fosse, eu nunca chegaria lá.

Eu era a face do fracasso, pálido, introvertido e com raiva do mundo. Eu tinha tantas cicatrizes que ficava difícil de contar. Ela me entendeu, me amparou e me reinventou. Doces para reduzir o amargo da vida, lápis coloridos pra me fazer esquecer o mundo cinza, desenhos animados pra lembrar que ainda sou criança.

Dois meses depois eu fiz sua festa de aniversário secreta, só com nós dois. Ela diz que foi a melhor de todas. Eu lhe dei uma casa de presente. Seis meses depois inventamos o nosso lema, assinamos nosso pacto sem caneta ou jura de sangue. Tudo ou nada, dentro ou fora, aconteça o  que acontecer, ficamos juntos.

Deixei que ela me puxasse pelo braço correndo entre os lotes vazios. Foda-se tudo, deixa o céu cair sobre nossas cabeças que nós nem perceberemos. Me guiou pelo seu mundo que aprendi a chamar de meu. Todo dia podia ser o melhor dia de todos. Enfrentamos nossos medos, compartilhamos nossos sonhos e debatemos nossas ideias. Paramos no meio da rua pra nos beijarmos debaixo da chuva. Extrapolamos o volume da TV achando que éramos rockstars. Aprimoramos a técnica de melhorar as piadas um do outro e inventamos um jeito novo de conversar que só a gente entendia. Eu tinha a noção de tudo: aquele era o melhor momento da minha vida.

Não me lembro do resto do sonho, talvez  seja melhor assim. Era meio sombrio e turbulento. Mas lembro-me bem de um detalhe: terminava em um aeroporto.