So i face the sun expecting nothing more than a hot day can offer
And i'm all alone wondering if the past days could change to bring a new tomorrow
It would have been beautiful - but you'll never know and you'll never learn.
It could have been so clear - to breathe again; a new atmosphere
But the future in the past sentence is time where i don't exist.
So i burn my tongue while eating in a hurry on this hard day
I've seen your face so many times the memory holds onto a picture frame
There is a world out there and it's calling me
But i'm stuck like it all moves way faster than me
And all the reasons that i plant to justify why i don't move along
are just a part of the theory where our hearts are overdue
And the compasses won't match even if we start from scratch
Cuz' we've been tired
we all have been so bored
Two years can change everything we are
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
1191
E no ano novo, andei até o fim da rua só pra vê-la mais uma vez. Já imaginava, já era claro: seria a última.
Aquela casa enorme, linda. E vazia. Não só de moradores ou de mobília, mas de toda aquela energia que fluía de dentro pra fora. Livre de qualquer história que estivesse presa dentro daquelas paredes. E não tinha mais aquele cheiro característico que tinha nossa casa.
Era tua casa. Escura e vazia.
E eu me enchi de raiva, quis apedrejar as janelas, quis incendiar a sala, quis derrubar a fundação. Porque eu queria que tudo o que eu vivi lá pudesse voltar. Eu só queria de volta aquilo que eu fui. E todos aqueles momentos que me fizeram ser. Mas nada vai voltar, mesmo que devolvam a mobília, os moradores, o cheiro e a rotina, nada daquilo vai voltar. Não dá mais pra ser como era antes. Não iria conseguir mais ser aquele cara.
Essa casa não é mais minha, esse já não é mais eu.
Eu segui em frente, mas ninguém disse que seria bom.
Aquela casa enorme, linda. E vazia. Não só de moradores ou de mobília, mas de toda aquela energia que fluía de dentro pra fora. Livre de qualquer história que estivesse presa dentro daquelas paredes. E não tinha mais aquele cheiro característico que tinha nossa casa.
Era tua casa. Escura e vazia.
E eu me enchi de raiva, quis apedrejar as janelas, quis incendiar a sala, quis derrubar a fundação. Porque eu queria que tudo o que eu vivi lá pudesse voltar. Eu só queria de volta aquilo que eu fui. E todos aqueles momentos que me fizeram ser. Mas nada vai voltar, mesmo que devolvam a mobília, os moradores, o cheiro e a rotina, nada daquilo vai voltar. Não dá mais pra ser como era antes. Não iria conseguir mais ser aquele cara.
Essa casa não é mais minha, esse já não é mais eu.
Eu segui em frente, mas ninguém disse que seria bom.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Redenção
Escrever sem um cigarro é impossível.
A cada trago, queima-se a vida e surge a inspiração.
Esquece de tua sina e lembra da vocação.
Resgata a tua lembrança com o cheiro do alcatrão.
O prazo do suicídio é o mesmo da redenção.
Não é a fumaça que eu exalo, mas o que sobrou de bom em mim. Pra mim, ficou só o esqueleto, o rascunho, o esboço daquilo que era pra ser.
O futuro do pretérito só existe na ficção. Mas lá é onde mora a tal da Redenção.
A cada trago, queima-se a vida e surge a inspiração.
Esquece de tua sina e lembra da vocação.
Resgata a tua lembrança com o cheiro do alcatrão.
O prazo do suicídio é o mesmo da redenção.
Não é a fumaça que eu exalo, mas o que sobrou de bom em mim. Pra mim, ficou só o esqueleto, o rascunho, o esboço daquilo que era pra ser.
O futuro do pretérito só existe na ficção. Mas lá é onde mora a tal da Redenção.
domingo, 20 de outubro de 2013
Explicando
Eu sei que meu valor é nulo a partir do momento que voce descreve o que sente por outro alguém usando exatamente as mesmas palavras que usava para se referir a mim.
A descartabilidade vai além do pessoal. Tornou-se necessária no momento em que vivemos.
Na geração do "ninguém é de ninguém", tudo mundo se perde sem o Dono. Isso é porque insistimos que alguém tem que guiar nossa coleira.
As relações tornam-se vazias, utilitaristas, interesseiras, descartáveis. As pessoas se tornam números, uma lista de nomes e endereços, mais uma história pra contar.
Cada um é só mais um. Uma figurinha no álbum ou um passageiro que gira a roleta.
E tem gente que ainda me pergunta porque não consigo e não quero mais me relacionar com alguém.
A descartabilidade vai além do pessoal. Tornou-se necessária no momento em que vivemos.
Na geração do "ninguém é de ninguém", tudo mundo se perde sem o Dono. Isso é porque insistimos que alguém tem que guiar nossa coleira.
As relações tornam-se vazias, utilitaristas, interesseiras, descartáveis. As pessoas se tornam números, uma lista de nomes e endereços, mais uma história pra contar.
Cada um é só mais um. Uma figurinha no álbum ou um passageiro que gira a roleta.
E tem gente que ainda me pergunta porque não consigo e não quero mais me relacionar com alguém.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Sete
Dezessete de Outubro. O Sétimo círculo, o dia em que tudo começou a desabar.
O dia pra reviver tudo aquilo de novo. Lembrar como se fosse um filme de infinitos frames se repetindo na minha cabeça que só torna mais difícil acreditar que você não está mais aqui.
Então eu desisto, deixo estar, tento tirar o foco, deixar tudo turvo com vício após vício para que não consiga mais enxergar. Esse passado já não é mais meu.
Ainda sinto a sua falta. Sempre vou sentir.
O dia pra reviver tudo aquilo de novo. Lembrar como se fosse um filme de infinitos frames se repetindo na minha cabeça que só torna mais difícil acreditar que você não está mais aqui.
Então eu desisto, deixo estar, tento tirar o foco, deixar tudo turvo com vício após vício para que não consiga mais enxergar. Esse passado já não é mais meu.
Ainda sinto a sua falta. Sempre vou sentir.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Seis
Dezesseis de Outubro.
A véspera é sempre o pior.
A ansiedade, a angústia, a vontade de voltar pro único dia no qual eu poderia mudar tudo.
Não mudei, meu orgulho não deixou. O que eu posso fazer?
Me acordem sexta feira, por favor. Não quero ter que viver o amanhã.
A véspera é sempre o pior.
A ansiedade, a angústia, a vontade de voltar pro único dia no qual eu poderia mudar tudo.
Não mudei, meu orgulho não deixou. O que eu posso fazer?
Me acordem sexta feira, por favor. Não quero ter que viver o amanhã.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Cinco
Quando ele sai de cena, ela entra. É sempre assim.
O ódio e a tristeza dialogam dentro de mim o tempo todo. De tempos em tempos, um dá a vez para que o outro fale. Ás vezes eles cantam em uníssino. Ás vezes, harmonizam.
Me perco.
Me encontro na rua querendo um cigarro. De punhos cerrados. Não posso machucar quem eu quero, só resta punir a mim mesmo. Só um trago, não vai fazer mal.
Hoje não. Vou guardar meu ódio só pra você.
Me lembrei do que me disseram num sussurro (ou num grito, qual a diferença?):"Você não pode sentir raiva pra sempre."
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