Eu sei que meu valor é nulo a partir do momento que voce descreve o que sente por outro alguém usando exatamente as mesmas palavras que usava para se referir a mim.
A descartabilidade vai além do pessoal. Tornou-se necessária no momento em que vivemos.
Na geração do "ninguém é de ninguém", tudo mundo se perde sem o Dono. Isso é porque insistimos que alguém tem que guiar nossa coleira.
As relações tornam-se vazias, utilitaristas, interesseiras, descartáveis. As pessoas se tornam números, uma lista de nomes e endereços, mais uma história pra contar.
Cada um é só mais um. Uma figurinha no álbum ou um passageiro que gira a roleta.
E tem gente que ainda me pergunta porque não consigo e não quero mais me relacionar com alguém.
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