"O poder da mais precisa observação é comumente chamado de 'cinismo' por aqueles que não o detém."
- George Bernard Shaw
Não é à toa que eu não acredito em nada.
Nenhuma religião, nenhuma ideologia política, nenhuma filosofia de vida, nenhuma instituição, nenhuma pessoa. Nenhuma ambição, nenhum plano, nenhum desejo profundo.
A liberdade desesperadora de não se apegar a nada.
A mim mesmo, reservo apenas o ceticismo extremo em relação a todo esse mundo que me cerca, a todas suas convenções sociais idiotas, todos os seus códigos morais de merda.
Questione, duvide e critique. E faça o mesmo com todos aqueles que forem como você.
E entendo que isso torna minha relação com qualquer pessoa, em qualquer meio, em qualquer época da minha vida inviável. Por isso, tento guardar minha falta de fé para mim mesmo. Deixo escapar só um décimo do meu desprezo e desconfiança sobre tudo, sobre todos.
E cheguei a um ponto em que nem eu mesmo me suporto mais. Meu asco é tamanho que me chega a dar desgosto das pessoas e de mim mesmo.
E o pior é que o cinismo é uma doença sem cura.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
A Coleção de Pecados.
Já é tempo de alguém te dizer: saia da sombra, vem para a luz.
Já faz mais de um ano, chega de se torturar com o passado. O que tá feito está feito, pendure como um troféu na parede do seu quarto, ou tranque-o no seu baú com sua coleção de pecados, afinal, não foi o primeiro nem o último.
Ou aprenda a conviver com isso sem precisar se vitimizar ou se martirizar. Quase todos nós somos um meio termo entre santos e pecadores. Não tem preto no branco, é tudo cinza. Você não é exceção.
Para todas as causas e efeitos, da minha parte, você pode e deve ir. Já não há mais espaço para rancor aqui agora, muito menos sede de vingança, revanchismo ou qualquer ideia de retaliação.
Já odiei com a mesma intensidade que outrora amei.
Já quis o mal da mesma forma que já quis o bem.
Mas por hoje, você não tem nenhum dos dois.
Esteja livre para ser quem você quiser.
Eu te perdoo.
Já faz mais de um ano, chega de se torturar com o passado. O que tá feito está feito, pendure como um troféu na parede do seu quarto, ou tranque-o no seu baú com sua coleção de pecados, afinal, não foi o primeiro nem o último.
Ou aprenda a conviver com isso sem precisar se vitimizar ou se martirizar. Quase todos nós somos um meio termo entre santos e pecadores. Não tem preto no branco, é tudo cinza. Você não é exceção.
Para todas as causas e efeitos, da minha parte, você pode e deve ir. Já não há mais espaço para rancor aqui agora, muito menos sede de vingança, revanchismo ou qualquer ideia de retaliação.
Já odiei com a mesma intensidade que outrora amei.
Já quis o mal da mesma forma que já quis o bem.
Mas por hoje, você não tem nenhum dos dois.
Esteja livre para ser quem você quiser.
Eu te perdoo.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Solitário Apanhador
Acordei numa manhã sonolenta. A luz do sol atravessando pela fresta da janela do quarto onde dormi sozinho. Lamentei sem reclamar a minha própria miséria. E pensei, sem me demorar, no ano que acabara e em tudo aquilo que estava mudando. Todas as pessoas e eras que ficaram para trás, como línguas mortas enterradas no nosso passado onde, ás vezes, é melhor não procurar nada.
Atrasado como sempre, apressado como nunca. O fim do ano faz quase todo mundo se apressar. É como se todos sentissem o ano acabando e, com ele, a necessidade de fazer o máximo de coisas possíveis antes dos fogos de artifício iluminarem a noite que traz o Ano Novo.
E com o ano começando, estive tão confuso que me estranhei comigo mesmo. E me estranhei com meus amigos e ouvi o "click". Aquele som característico de quando percebo que minha vida está entrando numa nova fase. É um estalo que vem não sei bem de onde. Tem um som bem característico e que me acorda para o fato de que estou ficando cada vez mais velho.
Dessa vez, o click foi ao perceber que todos os meus sonhos se foram. Não existe nenhuma ideia original, nada que eu queira que fazer que me tornaria plenamente feliz. Absolutamente nenhum dos meus sonhos existe mais.
Então, de tempos em tempos, eu roubo o sonho de alguém e finjo que ele é meu.
É a única saída que eu encontrei, é a única maneira de manter minha mente sã. Mas ser um Apanhador de Sonhos exige muito de você. Não é simplesmente se simpatizar com aquela ideia pré-concebida sobre alguma coisa. Não é apenas abraçar aquele desejo. Não amigo, é bem mais que isso: é necessário SER aquilo.
Nós sabemos que uma simples e pequena ideia plantada da maneira certa pode se tornar uma grande obsessão. Aprendi a fraudar as minhas próprias convicções. Assim como sabotei meu próprio conceito de fé. Devagar, estou desconstruindo o que aprendi a ser. Redefinindo objetivos e aspirações, abrindo velhas janelas para que o ar e a luz possam entrar.
Eu não tenho mais medo de estar sozinho. E só quando percebi isso, deixei de me sentir só. E apanhei esse sonho como se fosse o mais efêmero e bonito deles. Como se fosse o último de minha vida, como se pudesse me elevar à superfície. E agora eu ando sobre as águas onde costumava me afogar.
Acordei noutra manhã sonolenta. A luz do sol atravessando pela fresta da janela do quarto onde dormíamos. Refleti, como um espelho, a luz que entrava. Me encantei, como criança, com a luz dos olhos. E pensei, por muito tempo, no ano que começara mudando muito do que eu pensava conhecer. Então apanhei esse último sonho, deixei pra trás todas aquelas velhas histórias, enterrei-as no passado onde, agora, eu prefiro não procurar nada.
Atrasado como sempre, apressado como nunca. O fim do ano faz quase todo mundo se apressar. É como se todos sentissem o ano acabando e, com ele, a necessidade de fazer o máximo de coisas possíveis antes dos fogos de artifício iluminarem a noite que traz o Ano Novo.
E com o ano começando, estive tão confuso que me estranhei comigo mesmo. E me estranhei com meus amigos e ouvi o "click". Aquele som característico de quando percebo que minha vida está entrando numa nova fase. É um estalo que vem não sei bem de onde. Tem um som bem característico e que me acorda para o fato de que estou ficando cada vez mais velho.
Dessa vez, o click foi ao perceber que todos os meus sonhos se foram. Não existe nenhuma ideia original, nada que eu queira que fazer que me tornaria plenamente feliz. Absolutamente nenhum dos meus sonhos existe mais.
Então, de tempos em tempos, eu roubo o sonho de alguém e finjo que ele é meu.
É a única saída que eu encontrei, é a única maneira de manter minha mente sã. Mas ser um Apanhador de Sonhos exige muito de você. Não é simplesmente se simpatizar com aquela ideia pré-concebida sobre alguma coisa. Não é apenas abraçar aquele desejo. Não amigo, é bem mais que isso: é necessário SER aquilo.
Nós sabemos que uma simples e pequena ideia plantada da maneira certa pode se tornar uma grande obsessão. Aprendi a fraudar as minhas próprias convicções. Assim como sabotei meu próprio conceito de fé. Devagar, estou desconstruindo o que aprendi a ser. Redefinindo objetivos e aspirações, abrindo velhas janelas para que o ar e a luz possam entrar.
Eu não tenho mais medo de estar sozinho. E só quando percebi isso, deixei de me sentir só. E apanhei esse sonho como se fosse o mais efêmero e bonito deles. Como se fosse o último de minha vida, como se pudesse me elevar à superfície. E agora eu ando sobre as águas onde costumava me afogar.
Acordei noutra manhã sonolenta. A luz do sol atravessando pela fresta da janela do quarto onde dormíamos. Refleti, como um espelho, a luz que entrava. Me encantei, como criança, com a luz dos olhos. E pensei, por muito tempo, no ano que começara mudando muito do que eu pensava conhecer. Então apanhei esse último sonho, deixei pra trás todas aquelas velhas histórias, enterrei-as no passado onde, agora, eu prefiro não procurar nada.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Dimitri, o garoto invisível
Dimitri era um garoto invisível.
Não no sentido literal da palavra, mas de uma forma muito mais interessante.
Na escola, Dimitri nunca andava com ninguém. Não era perseguido, não era respeitado, não era odiado, não era querido e nem mesmo notado pelos colegas e professores. Para todos, a existência de Dimitri era indiferente.
Em casa, Dimitri jantava com a família em silêncio, sem dizer nada. E aquele era o silêncio mais ensurdecedor que ele conhecia. As paredes berravam, mas todos continuavam quietos. Até que quebrasse alguma coisa, aprontasse alguma ou passsasse na frente da TV enquanto assistiam o noticiário, os pais de Dimitri nem notavam ele.
Seus amigos eram poucos. E os poucos, eram quase igual a todos os outros. A presença de Dimitri era irrelevante até entre os melhores amigos. Eles nunca pararam pra ouvir o Garoto Invisível de verdade, apenas esperavam sua vez de falar. Muitas vezes, nem se lembravam se Dimitri estava com eles em tal dia que aconteceu tal fato. É porque não fazia diferença alguma.
Dimitri cresceu, se formou, se casou. Continuou invisível na faculdade. Passou despercebido em todos os anos no seu trabalho. No seu casamento, era um fantasma.
Ele morreu, invisível. E na pedra do túmulo, ninguém lia seu nome. Mais uma tumba invisível no cemitério.
Não no sentido literal da palavra, mas de uma forma muito mais interessante.
Na escola, Dimitri nunca andava com ninguém. Não era perseguido, não era respeitado, não era odiado, não era querido e nem mesmo notado pelos colegas e professores. Para todos, a existência de Dimitri era indiferente.
Em casa, Dimitri jantava com a família em silêncio, sem dizer nada. E aquele era o silêncio mais ensurdecedor que ele conhecia. As paredes berravam, mas todos continuavam quietos. Até que quebrasse alguma coisa, aprontasse alguma ou passsasse na frente da TV enquanto assistiam o noticiário, os pais de Dimitri nem notavam ele.
Seus amigos eram poucos. E os poucos, eram quase igual a todos os outros. A presença de Dimitri era irrelevante até entre os melhores amigos. Eles nunca pararam pra ouvir o Garoto Invisível de verdade, apenas esperavam sua vez de falar. Muitas vezes, nem se lembravam se Dimitri estava com eles em tal dia que aconteceu tal fato. É porque não fazia diferença alguma.
Dimitri cresceu, se formou, se casou. Continuou invisível na faculdade. Passou despercebido em todos os anos no seu trabalho. No seu casamento, era um fantasma.
Ele morreu, invisível. E na pedra do túmulo, ninguém lia seu nome. Mais uma tumba invisível no cemitério.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Terra Firme
Já tem quase um ano desde que a metade boa da minha vida desabou. Mas levei muito tempo para perceber que, de fato, a metade boa é a que ficou.
Atravessei sozinho um mar de rostos. Embora cercado por todas elas, o último ano foi um dos mais solitários da minha vida. Passei noites a fio sem dormir, dias a fio sem viver. Respirei, mas não era o ar que enchia meus pulmões, mas sim a água de um Oceano de incertezas e frustrações.
Mas eu sobrevivi.
Me tranquei como que se tivesse medo de alguém entrar. Como se tivesse medo do que possa sair. Medo do monstro que criei, medo da história que inventei, medo da história que vivi. Medo de sentir medo.
Ri sozinho na madrugada à beira da sanidade. Zombei da minha própria miséria. Vi graça no meu próprio desespero. Traguei o medo como fumaça. Escolhi, a dedo, os monstros que queria ser. No final, optei por não ser nenhum deles.
Deixei de temer o futuro, percebi que planejar o próximo passo só o deixaria mais incerto diante de uma escadaria escura e sem fim de problemas e dúvidas.
E esperei com a certeza de quem tem a fé num milagre, com a loucura de quem se atira num precipício de ilusão acreditando que no momento derradeiro criará asas e voará, sem medo, para longe de tudo que lhe corrompe.
E foi bem por acaso que encontrei você. Improvável destino: os melhores acontecimentos são aqueles que eu nunca planejo.
Me permiti ser sugado pelos teus olhos até onde me disseram pra não ir, até onde senti que precisava estar. Para sentir qualquer coisa que me fizesse parecer real como agora sei que é.
Entrei naquele quarto dos lamentos. Vi as paredes chorarem arrependimentos, ouvi suspiros de quem perdeu a fé tateava no escuro como uma vez o fiz. Senti que não era mais o meu lugar. Não me sentia triste como antes.
Então saí.
Soltei o leme. Deixei o mar e o vento me levarem para onde bem entendessem. Aceitei que não tinha mais controle. Entendi que nunca tive. Esperei o ano acabar.
Me vi chegar à costa. Louvei o continente que se extendeu além do que eu podia enxergar. Vivi o bastante para dormir em paz mais uma vez
E acordei pela manhã para estar do seu lado. Para sussurrar no seu ouvido: eu não temo mais nada.
Atravessei sozinho um mar de rostos. Embora cercado por todas elas, o último ano foi um dos mais solitários da minha vida. Passei noites a fio sem dormir, dias a fio sem viver. Respirei, mas não era o ar que enchia meus pulmões, mas sim a água de um Oceano de incertezas e frustrações.
Mas eu sobrevivi.
Me tranquei como que se tivesse medo de alguém entrar. Como se tivesse medo do que possa sair. Medo do monstro que criei, medo da história que inventei, medo da história que vivi. Medo de sentir medo.
Ri sozinho na madrugada à beira da sanidade. Zombei da minha própria miséria. Vi graça no meu próprio desespero. Traguei o medo como fumaça. Escolhi, a dedo, os monstros que queria ser. No final, optei por não ser nenhum deles.
Deixei de temer o futuro, percebi que planejar o próximo passo só o deixaria mais incerto diante de uma escadaria escura e sem fim de problemas e dúvidas.
E esperei com a certeza de quem tem a fé num milagre, com a loucura de quem se atira num precipício de ilusão acreditando que no momento derradeiro criará asas e voará, sem medo, para longe de tudo que lhe corrompe.
E foi bem por acaso que encontrei você. Improvável destino: os melhores acontecimentos são aqueles que eu nunca planejo.
Me permiti ser sugado pelos teus olhos até onde me disseram pra não ir, até onde senti que precisava estar. Para sentir qualquer coisa que me fizesse parecer real como agora sei que é.
Entrei naquele quarto dos lamentos. Vi as paredes chorarem arrependimentos, ouvi suspiros de quem perdeu a fé tateava no escuro como uma vez o fiz. Senti que não era mais o meu lugar. Não me sentia triste como antes.
Então saí.
Soltei o leme. Deixei o mar e o vento me levarem para onde bem entendessem. Aceitei que não tinha mais controle. Entendi que nunca tive. Esperei o ano acabar.
Me vi chegar à costa. Louvei o continente que se extendeu além do que eu podia enxergar. Vivi o bastante para dormir em paz mais uma vez
E acordei pela manhã para estar do seu lado. Para sussurrar no seu ouvido: eu não temo mais nada.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Inferno de Parafina
Nem no mais pessimista de meus devaneios, pensei que começaria outro ano consertando erros do ano anterior. Mas aqui estou, confuso, perdido e sem vontade de continuar. Embora seja mais fácil deixar pra lá, minha consciência implora que a verdade encontre seu caminho rasgando pela minha garganta e saindo pela minha boca. Na ponta da minha língua, entre cada um dos meus dentes.
Vou tentar arrumar a bagunça que você deixou, vou tentar fazer tudo certo pelo menos dessa vez. E é difícil saber o que pensar. O próximo passo mostra-se há uma milha de distância. Me entenda, por favor, eu nunca quis que fosse assim, mas como dizem, o "daqui pra frante" fodeu com a gente. Uma pena. Eu já sinto sua falta.
Tento parar de me perguntar sobre o que faria se pudesse voltar. Tanto faz. Sabíamos o que iria acontecer, não adianta fazermo-nos de chocados. Não é surpresa alguma. Você quis porque quis. Eu quis porque... eu não sei.
Mas sigamos em frente. Hoje é uma noite de espetáculo, o último deles. O circo precisa do palhaço e não existe outro como eu. Só prometa rir ou chorar, aplaudir ou vaiar. Só não aceito que não sinta nada. É algo que eu não me permito permitir.
Só me permito entreter.
É o que eu faço.
É o que eu sou.
É o espetáculo do ano: o palhaço enlouquece, pinta sua obra prima com meio litro de Gasolina, uma caixa de fósforos e um pedaço de estopa. O resto fica por conta da lona coberta de parafina que queima rápido, despenca, derrete e sufoca com a fumaça negra de sua combustão. O circo veio à cidade pra ficar de verdade. Artista nato, o palhaço pinta a obra de seu inferno pessoal que agora pode compartilhar com todo o público. Bravo!
Agora o público já não aplaude, já não tem mais música nem festa, as luzes se apagam e o palhaço já não ri mais.
Espero que tenha valido a pena pagar o ingresso pra ver o circo queimar.
Vou tentar arrumar a bagunça que você deixou, vou tentar fazer tudo certo pelo menos dessa vez. E é difícil saber o que pensar. O próximo passo mostra-se há uma milha de distância. Me entenda, por favor, eu nunca quis que fosse assim, mas como dizem, o "daqui pra frante" fodeu com a gente. Uma pena. Eu já sinto sua falta.
Tento parar de me perguntar sobre o que faria se pudesse voltar. Tanto faz. Sabíamos o que iria acontecer, não adianta fazermo-nos de chocados. Não é surpresa alguma. Você quis porque quis. Eu quis porque... eu não sei.
Mas sigamos em frente. Hoje é uma noite de espetáculo, o último deles. O circo precisa do palhaço e não existe outro como eu. Só prometa rir ou chorar, aplaudir ou vaiar. Só não aceito que não sinta nada. É algo que eu não me permito permitir.
Só me permito entreter.
É o que eu faço.
É o que eu sou.
É o espetáculo do ano: o palhaço enlouquece, pinta sua obra prima com meio litro de Gasolina, uma caixa de fósforos e um pedaço de estopa. O resto fica por conta da lona coberta de parafina que queima rápido, despenca, derrete e sufoca com a fumaça negra de sua combustão. O circo veio à cidade pra ficar de verdade. Artista nato, o palhaço pinta a obra de seu inferno pessoal que agora pode compartilhar com todo o público. Bravo!
Agora o público já não aplaude, já não tem mais música nem festa, as luzes se apagam e o palhaço já não ri mais.
Espero que tenha valido a pena pagar o ingresso pra ver o circo queimar.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Os nós de cada um de nós
Me deram essa corda com dezenas de nós. Me pediram que me livrasse cada um deles. Então desfiz cada um dos nós sem me desfazer de nós. Entendi que nós estávamos mais enrolados que todos os nós. E nessa bagunça, da corda, fiz uma forca quando deveria ter feito uma rédea. E sem os nós, foi ela que enforcou cada um de nós.
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