terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quatro


Quatorze de Outubro.

Sonhei que te contava tudo aquilo que aconteceu nesses últimos anos. Minha cara de moleque entusiasmado e a sua com aquele sorriso sereno de quem tá achando o máximo, mas sem nenhuma empolgação.

Queria poder te contar.

Quarto Dia, quanto mais perto do sétimo círculo, mais frio e escuro o lugar vai se tornando.

Não dá mais pra voltar. O jeito é prender a respiração pelos próximos três antes de lembrar de tudo aquilo que eu quero esquecer.

Cansado de sentir a sua falta.

"You will always be remembered
You will be celebrated.
You will never be forgotten
These tears still haven't faded."


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Três

Noite. Treze de Outubro.

Respire.

Sinte-se vivo como nunca antes né? Por um momento, até esqueceu aquelas coisas todas.

E já cansei de falar das linhas amarelas e da minha fixação por números.

Soltei o leme, deixei o mar me levar.

E agora? Sinceramente, não me importa mais.

Ela já nem passa mais pela minha cabeça, mas nessa época, ele não sai dela.


Dois


Dia 12 de Outubro, o final de semana começa e você se pergunta porque insiste nos velhos erros.

A inspiração some. Não sabe mais o que escrever, não sabe mais sobre o que falar. Será que tua vida se tornou tão vazia assim?

"In Vino Veritas"

Pelo menos, é o que diziam os romanos. É verdade que o álcool me faz mostrar o que eu tenho medo de ser enquanto sóbrio, mas atitudes e palavras de quem está ébrio nem sempre são verdadeiras.

Me desconheci. Ou redescobri, não sei.

Também não sei se gostei ou não, mas a impressão é que quanto mais cheia, mais vazia minha vida tem se tornado.


Então prefiro ouvir essa música que marcou meu ano, marcou minha vida, marcou toda essa existência. Mudar é sempre preciso, mas nem sempre positivo.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Um


Olá!

Faz tempo já que não escrevo assim, despreocupadamente, sem narrativa, sem liricismo, sem figuras de linguagem, sem poesia.

Só o pensamento fluindo através das palavras que vão surgindo. E mais nada.

Isso é mais um update, sei lá. Algo que eu quis escrever pra mim mesmo. Um recado pra eu mesmo ler no futuro e lembrar.

Hoje é dia 11 de Outubro. É uma data péssima. Se não sabe porque, procura meu post nessa mesma data no ano passado. Vai entender rápido.

Mas hoje eu to mais otimista. Não fumo há seis dias, to tentando me manter são o máximo de tempo possível, mas sei que inevitavelmente vou me entregar ao álcool no final de semana.

Estou feliz.

Sim! Feliz. Não me pergunte como nem porque, mas minha auto-estima tá bem há um tempo, minha cabeça está menos agitada e eu estou mais relaxado. Ainda não consigo dormir direito, do mesmo jeito, mas tudo bem. Tenho amigos novos, novos hobbies, novas ideias, novos programas, um pouquinho de dinheiro no bolso. Tá tudo bem.

Notícias mega rápidas:
- Quase fui demitido hoje (isso se não deixaram pra me demitir na segunda).
- Minha banda lançou seu primeiro álbum essa semana (YEAAAAAAAAH!!)
- Pretendo retomar meu livro nesse fim de semana. To no quarto capítulo. Um dia posto aqui.

Mas ainda sim é 11 de Outubro. O primeiro dos sete dias de inferno astral extremo.

Vamos lá, 7 dias, 7 círculos do inferno e nenhum cigarro pra me ajudar.

É que o tem pra hoje.

"Balance - i'm losing it. The Ground beneath does not exist
Your a match that can't be lit. Spark a Flame - Burn Infinite."


terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Monstro; O Armário.

Havia um monstro dentro do Armário.

Pelo menos é o que jurava o garoto. E quase todas as noites, o pai entrava no quarto, acendia as luzes, abria o armário e mostrava para o filho que não havia nada além das roupas, caixas e cobertores. E o garoto se tranquilizava, mas sabia que o monstro estava lá. Mesmo com a porta escancarada, ele sabia que havia um monstro e que ele estava à espreita todas as noites.

Era um garoto comum. Tinha onze, doze anos, mas parecia mais novo. De manhã cedo ia à escola, à tarde tinha um ou outro afazer, jogava bola com os outros garotos de onze ou doze anos. Jogava videogame com os outros garotos de onze ou doze anos. Ficava até tarde vendo putaria sem que a mãe dele soubesse como qualquer garoto de onze ou doze anos.

A única razão para vê-lo como um garoto diferente dos demais era o medo irracional que o garoto tinha do armário - e do monstro que supostamente vivia lá.

Somente uma coisa metia mais medo no garoto do que o armário: os seus próprios pais.

Vez ou outra, ele ouvia conversas mais ríspidas. Logo, se transformavam em ofensas, logo em gritos. Em pouco tempo ele ouvia objetos sendo arremessados e quebrados pela casa. Ele não reconhecia mais os próprios pais. Nesse momento, o temido Armário virava refúgio e o temido monstro, um amigo.

Trancado dentro do armário, o garoto esperava a tormenta passar. Mas ali via somente sua raiva aumentar. Aos poucos, sentia mais medo do mundo de fora do que do monstro que havia dentro do armário.
E fez isso desde que era apenas um garotinho no pré-escolar até pouco antes de entrar no Ensino Médio. Um pouco antes das garotas, dos amigos novos, das primeiras impressões de como era rude a vida em sociedade. Um pouco antes de perceber que os seus pais é que alimentavam aquele monstro.

Raiva, medo, angústia, tristeza. O garoto se trancava no armário e nunca mais queria sair de lá. A não ser que fosse para mudar tudo. Rasgar no meio aquele mundo de fora que ele conhecia. Mundo que o amedrontava mais do que o próprio monstro que o atormentou por toda infância. Só sairia daquele armário se fosse para destruir tudo aquilo que lhe torturava.

Então saiu. Nunca mais voltou.

Viram seu rosto nos noticiários, souberam dos planos, souberam de tudo. A tragédia em rede nacional rendeu lágrimas aos espectadores pelas almas perdidas dos jovens, rendeu a indignação com a frieza do executor e os aplausos mórbidos quando chegou a notícia de que ele mesmo acabou com a própria vida.

Seus pais pararam de brigar, nunca mais tiveram energia para isso. Sua consciência os torturou para sempre. O peso da vida de seu próprio filho era demais para carregar. O peso das vidas que levou consigo era ainda mais insuportável.

Sete dias depois, a porta da escola virou um santuário com velas e cartas com aquelas palavras que nunca puderam ser ditas em vida. O silêncio tomou conta do pátio e ninguém entendia o porque.

Havia mesmo um monstro dentro do Armário.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Abstinência.

E retorna aquela sensação de impotência, de fraqueza, de vulnerabilidade.

Como é viver sem depender de nada? Seria essa a verdadeira liberdade?

Enquanto alguma coisa derrete meus pensamentos e não me deixa juntar palavras, símbolos e gestos de maneira congruente, sinto um estranho formigamento por todo o corpo. É como se tivesse dormido pendurado em algum lugar.

Já mataram alguns milhões de judeus com o mesmo monóxido de carbono que colocamos pra dentro do nosso organismo todos os dias. Ele vem caprichosamente embalado no rolinho branco de celulose. Basicamente, um rolinho de câncer.

Se pelo menos tivesse uma bebida pra me acalmar... Afinal, todo mundo sabe: pra sair de um vício, deve-se entrar em outro. Foi assim sempre: Você saiu da minha vida, a ela entrou. Ela vai sair, alguém tem que entrar. Ainda não sei bem quem. O Tempo dirá.

A gente se arrisca, chega na beirada do inferno e volta pra contar como foi.

Por hora, só posso dizer que é um alívio sentir abstinência de algo que não seja você.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Unnamed

Everynight it seems to get more senseless
Even though i still come back to it at late nights before i sleep
It's running through my mind while i take pictures of what is left here with me
"Pick up the pieces and rebuild it all again"
It's so much easier to say

Why can't i move on?
Why can't i fall in?
Just show me how you keep believing
How can i release it all?
I'm sinking. I'm sinking

I'm running out of words to say
I run the pen through snow-white paper trying to bring this to an end
I've seen it all in books and stories and should know it'd be like this
If you want to win then you have to pretend
It's so much easier to say

And i look out of my window just to see if i can see something that i could point as valuable. And there so many places and so many people outside.
And i pray everyday for anybody or anything to let me breathe. I always told you being left behind is not the same thing as being left aside.
Cuz i know both.

There are other ones out there
and it remarks i'm not the only one
with the lights still on