segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Already Gone


"Sometimes people just disappear.
Sometimes they don't want to be found.
Sometimes. Sometimes.
We do things that don't make us proud
They just got lost in time and left behind.
When will you let them go?
They're already gone!"

sábado, 10 de novembro de 2012

Drinking Water of The Sea


Eu não tenho dinheiro. Eu não sou bonito. Eu não sou influente. Eu não sou interessante. Eu não sou forte ou inteligente. Não pratico esportes, não sou músico profissional. Não falo várias línguas. Não tenho contatos. Não frequento baladas. Eu não pego todas. Eu não pego ninguém. Eu não conheço outros países. Eu não tenho roupas caras. Eu não tenho um carro do ano. Eu nem mesmo sei dirigir. Eu não tenho uma grande carreira. Eu não tenho sequer emprego. Eu não fiz/faço faculdade também. Eu nem ao mesmo sei o que quero fazer. Eu não fiz teatro e não sou artista. Eu não sei dançar. Eu não sou auto confiante. Eu não tenho muitos amigos. Eu não frequento a alta sociedade. Eu também não frequento a baixa sociedade. Eu não tenho atributos físicos especiais. Eu não escrevi um livro, eu não pintei um quadro e nem inventei uma máquina. Eu não compus uma música. Eu não sei ser romântico. Eu não sei ser elegante. Eu não sei dar nó em gravata. Eu não sei usar todos os garfos. Eu não sei como falar com as pessoas. Não sou convincente nos meus discursos. Eu não me cuido. Eu não pratico exercícios, eu não faço visitas de rotina ao médico. Eu não consigo ser organizado. Eu não sei ser algo que não sou. Eu não sei me fazer de bobo. Eu não sei mentir. Eu não sei brigar. Eu não sei desacatar. Eu não sei agredir. Eu não sei andar de bicicleta (apropriadamente). Eu não sei tocar bateria. Eu não sou charmoso e não sou fofo. Eu não tenho os olhos azuis e nem sou atraente. Eu não ganhei um carro aos dezoito e não fui na festa de formatura. Eu não sorrio pra não mostrar meus dentes tortos. Não fico sem camisa porque tenho vergonha do meu corpo. Não respondo perguntas que já sei as respostas pra não parecer sabichão. Não frequentava a escola para não ter que aturar as pessoas me olhando "daquele jeito". Eu nunca me achei inteligente. Eu nunca levei a sério qualquer elogio ou crítica que recebi. Na verdade, eu não dou uma foda pra mim mesmo.

Eu sei disso tudo e não preciso que ninguém me lembre. E principalmente, não preciso da caridade de ninguém. Ainda tenho minha cabeça e ainda não enlouqueci. Ainda tenho minha juventude e um monte de ideias. Ainda tenho minha dignidade e meus princípios.

Ainda tenho eu mesmo. É pouco, eu sei, mas é tudo o que eu sempre tive. É tudo que eu preciso.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Nada

Feliz pior dia do ano pra mim.

Eu poderia escrever mais um texto gigante e bem elaborado. Poderia dar o melhor de mim para "celebrar" essa data "memorável". Poderia criar algo emotivo, forte, chocante que me arrancasse lágrimas durante sua construção.

Mas não. Hoje não vou escrever nada.

Não vou fazer nada. Não vou falar, não vou escrever, não vou cantar, não vou tocar, não vou dançar, não vou pensar, não vou lembrar, não vou chorar, não vou tentar de novo.

Hoje não vou falar do amor, não vou ouvir as músicas, não vou sentir saudades. Não vou acalentar, não vou sofrer, não vou correr. Não vou beber, não vou fumar cigarros, não vou paasar a noite pensando no amanhã.

Hoje não vou fazer nada. Hoje não vou falar nada.

Porque é isso que sobrou de mim, nada.

Hoje me reservo o direito de amaldiçoar esse dia. Hoje me reservo o direito ao ódio, ao desprezo, ao desejo de virar a mesa. Mas faço isso calado, como deve ser.

O meu silêncio representa o luto. Porquê os mortos não falam. Os fracos não são ouvidos. Eu sou uma mistura dos dois. Uma parte morreu há cinco anos atrás. A outra, por mais que fale, por mais que grite, por mais que tente chegar à superfície jamais será ouvida.

Mas eu nunca vou esquecer. Eu nunca vou perdoar aquela pessoa que morou aqui antes de mim. Antes que eu, sendo quem sou hoje, assumisse essa vida que me foi deixada como legado de um perdedor, de um covarde.

Vou sofrer calado, vou nutrir essa raiva dentro de mim todos os dias. Vou deixar que ela me mantenha sempre alerta, acordado, vivo.

E nunca vou dar a vocês o prazer de ver uma lágrima correr pelo meu rosto. Não hoje. Não nessa vida.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Um último diálogo nas escadas

Quinta Feira, 11 de Outubro de 2012

Dizem que o bom escritor é aquele que prende o leitor e faz com que ele sinta-se próximo, identifique-se com o autor da obra.

Também dizem que contar uma história triste, a mais triste de todas é um meio bem rápido de criar um forte laço emocional com o leitor e mantê-lo preso até o fim.

Então vou dar o melhor de mim. Se leu até aqui saiba que o que segue pode mudar seu dia. Pra melhor ou pior, depende do seu ponto de vista. Eu busco conforto na ficção, uso metáforas, não me exponho, mantenho certa distância do que escrevo, mas o que narro a seguir realmente aconteceu comigo

Era quinta-feira como hoje, em 11 de Outubro de 2007. Eu era bem mais jovem e imaturo, todos nós éramos. Eu cursava o primeiro ano do Ensino Médio e estava no ápice da adolescência, mas era um poço de ingenuidade.

No fim da aula, descendo escadas, ouvi a voz de alguém me chamar. Do topo do primeiro lance de escadas, vi ele acenar.

Leó era meu melhor amigo. Estudávamos em turmas diferentes, eu era do 1ºG e ele era do 1ºH.

Ele queria passar o Fim de Semana na minha casa. Como era feriado na sexta feira, obviamente não teríamos aulas. Ele queria ajuda com uns trabalhos, jogar um futebol e coisa e tal.

Leonardo era um nome desconhecido em casa. Para nós, era Leozinho (por causa da estatura, menor que a de um garoto de 15 anos geralmente teria). Desde os nove, era muito presente na minha família. Era tão "de casa" que minha mãe foi sua madrinha de batismo. As pessoas sempre achavam que éramos irmãos (apesar de não haver qualquer semelhança física) e essa ideia geralmente não era desmentida. De certa forma, éramos irmãos, fomos criados praticamente juntos.

Depois de um diálogo rápido, expliquei que estava indo pra casa da minha vó, que não estaria em casa no fim de semana. Que ficaria pro próximo. Eu não disse, mas ultimamente, eu não suportava minha casa.

Nessa época morávamos em outra cidade. Casa grande, bonita e com um aluguel bem mais baixo do que em Ribeirão. Compensava o sacrifício de ter que viajar para ir para a escola. E tudo ia bem. Mas tem coisas que são inexplicáveis.

Um homem trabalha duro a vida inteira, todos os dias chega em casa e encontra conforto na família. Mas um dia, subitamente, ele decide que não quer mais viver lá. O resto é detalhe, pouco importa. Não sei se vai ler isso, mas caso o faça saiba que não guardo ressentimento. Apesar de sentir falta das palavras, dos conselhos e até mesmo dos sermões a vida teve de continuar, cada um segue o destino que escolhe, respeito isso.

Desde então, aquela casa tornou-se um mausoléu, a tumba daquilo que já foi um lar. Tudo se tornou frio e sem vida, as cinzas de algo que já foi belo, mas o destino quis que fosse tomado pelas chamas da circunstância. Talvez pelo inconformismo da minha mãe, talvez pela perda da união familiar ou besteira do gênero. Aquela casa deixou de ser nosso lar. Eu não me sentia bem ali. Não mais.

Mas voltemos ao meu diálogo nas escadas com Léo (ou Léozinho, para que fiquem mais à vontade com o pesonagem).

Nos despedimos um do outro. Apressado, desci as escadas. Eu tinha uma caminhada de quase quatro quilômetros.

Mas como eu disse, eu era um poço de ingenuidade. Eu era puro até demais. Ainda não entendia como algumas coisas funcionavam.

Dizem que o amadurecimento é um processo longo, lento e gradual. Acredito que isso seja verdade, mas as vezes somos obrigados a crescer rápido demais. A culpa faz parte disso. A dor, o fracasso e raiva fazem você crescer logo antes de te matar, difícil é saber em qual ponto uma coisa se torna a outra. Acho que parei bem no limite entre o que não mata e fortalece e algo que destrói o ser humano. Meu rápido crescimento começou ali naquelas escadas e deixou cicatrizes permanentes.

Eu não sabia, mas aquele diálogo que tive com Leonardo nas escadas foi nossa última conversa. Foi a última vez que vi seu rosto, a última vez que ouvi sua voz. Como se não tivesse valor, sua vida foi simplesmente arrancada de si nos seis dias que seguiram-se. Todos os seus anseios, planos, desejos, medos, fantasias e sonhos ignorados, derrubados, massacrados pelo cruel e infalível destino. Em menos de uma semana, tudo que ele era desapareceu, sucumbiu. Não teve como ajudar ele com os trabalhos de escola no fim de semana seguinte. Nem no seguinte. Nem no seguinte. Nem no seguinte...

É difícil entender que a consciência de alguém simplesmente possa deixar de existir. Mas é assim que as coisas são, acontecerá com todos nós e tingirá com sangue escarlate e com a negra escuridão a vida daquelas que ficam pra trás imaginando o quão banal a vida é.

A tragédia é sempre antecedida pela rotina, é sempre algo banal. A morte não bate na sua porta, não pede licença ao entrar. Me culpei por muito tempo. Por quê não deixei que fosse pra casa? Minha mãe é técnica em enfermagem, talvez percebesse que tinha algo de errado. Talvez não fosse tarde demais. E se tivesse sido diferente?

Era quinta-feira como hoje, em 11 de Outubro de 2007. Um dia que não me permito esquecer. Na véspera do dia das crianças, há cinco anos atrás, eu começava a deixar de ser uma.

E você? Já disse que ama alguém importante hoje?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um processo falho.

A vivencia está totalmente errada, conta-se nos dedos, entre a população mundial, quem sabe viver como um ser e usufruir de forma consciente o que existe nesse Planeta. Há um grande mal-estar no coração de todos, e por que? Porque diariamente, desde o primeiro segundo em que acordamos até o último em que caímos no sono somos pressionados pelos padrões, pelos caminhos já feitos que devemos seguir, pela necessidade de sobrevivência no meio dessa loucura chamada sociedade, e não temos escolha. Até mesmo nossos sonhos são poluidos pela pressão diária que sofremos, não conseguimos voar livremente nos sonhos, ficamos sempre presos a algum pesadelo, com medo, sem se mover. Há poluição e podridão por toda parte, em todas as pessoas. Todos esperam que você tenha um papel ou uma função importante de ordem civil, até mesmo os autônomos sofrem preconceito por não estarem na linha assinada do capital, e quando você não faz nada, é um vagabundo, uma pessoa de quinta. Você só é uma pessoa de respeito a partir do momento em que está inclinado para ajudar a desenvolver a merda capitalista.
Viver em sociedade enquanto todos ao redor te julgam, esperando o seu melhor como uma máquina? Ajuda mútua para o crescimento de nossos recursos para nossas próprias necessidades enquanto destruímos ao Planeta e a nós mesmos com ganancia e a falta de sensibilidade total para com os outros?
Ninguém olha para o seu interior, porque não tiveram tempo nem mesmo de aprender olhar para o próprio interior. Ninguém se conhece, apenas conhecemos o que nos deram para ler. Nós aprendemos a ser vazios desde o berço, quando nossos pais nos calam quando choramos, apenas para não fazer feio. Meninos são vistos como rebeldes quando fazem arte na rua, mas tudo o que eles querem é a liberdade, e tudo o que têm são os limites, e quanto mais limites, mais rebeldes.
A agressão está no nosso cotidiano, está no olhar de nossos pais enquanto nos esperam crescer com expectativa de sermos médicos, ao invés de esperar que haja o amor em primeiro lugar. Há uma troca, eles só te amam se você der um motivo assinado para isso, senão RUA, vagabundo!
Nossa confiança vale dinheiro.
Nós somos piores do que pensamos, porque até mesmo nossos pensamentos estão sendo enganados pelo conformismo.
Deixamos de ser animais para virarmos monstros vazios.
Essa é a maior doença que poderia haver em um Planeta. É uma vergonha cósmica.
Creio que se Deus existisse, ele mataria a todos, pois haja paciência para aguentar uma raça tão ruim.

Deveriamos viver comos seres, e somente.

domingo, 5 de agosto de 2012

1+1

Não me faltou coragem.

O sincretismo de todas as formas de amor é o que me torna forte. E eu prefiro ser engolido pelas chamas de uma vez a ter uma vida morna qualquer.

Eu não trocaria um beijo na chuva por toda riqueza do mundo.
Nós calamos o trovão.

E eles nunca vão entender isso. Nem você.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Across the Universe

Creio que o Universo é como uma célula viva de energia cósmica, e digo mais, não há só um Universo como vários, assim como os filamentos tridimensionais espalhados por todo canto, quisá quantas outras 30 dimensões existem e é cheio de particulas densas que nascem e explodem para formar a química quantica e temperar o espaço. Dentro da Célula existem vários corpos celestes deixando seus rastros e brilho, e fazendo suas funções para a evolução. Há incontáveis e infinitas constelações e movimentação na densidade escura a nossa volta, a prova está nos nossos limpos céus que restam. Nós somos menor do que um grão minúsculo, tão pequeno quanto uma bactéria para o que existe na totalidade, não estamos nenhum pouco sozinhos, porém saiba que a nossa consciencia se eleva tão alto quanto a expansão cósmica, e no caminho da auto-expansão há de se conhecer os cantos, planetas, luas, sóis, estrelas,  galáxias inteiras, ondas, luz e radiações com forças incognoscivel e buracos negros que nos levam ao outro patamar do desconhecido. A existência nos chama para conhecer o lugar onde vivemos e nos beneficiar em harmonia como tudo o que há depois da atmosfera civilizada terrestre, e ainda pensamos em comprar sapatos de cores diferentes para sermos mais bonitos e normalmente cotidianos do que os outros 7 bilhões de minusculos grãos de poeira que vivem conosco, e tambem agimos na maior parte do nosso tempo para economizar pedaços de papel que nos mantem circulando com redundancia.
Há algo muito errado com a maioria dos habitantes do nosso Planeta.
Eu poderia ousar que Darth Vader está por trás disso, mas hesito em respeito ao que adquiriu sabedoria através de ambas as forças, e se estivesse, certamente estaríamos sendo melhor controlados. Há só alguns idiotas por trás do nosso ciclo de crenças, devemos romper as limitações impostas.
Elevem-se, kids.